Histórias sempre estão na fronteira; por mais que tentemos acomodá-las elas esbarram no real vivido, ouvido, lembrado; elas esbarram no imaginado, sonhado, criado...por isso evocamos os entrelugares, onde cabem o contraditório, o surpreendente e até o esperado...todos eles permissíveis à intromissão do eu e também à sua ausência, mesmo disfarçada.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Sorriso
Ela quisera ser a razão daquele sorriso dele. Aquele sorriso solto com os braços a se fechar quase em abraço de chegar perto, muito antes de chegar. Aquele sorriso incontido da visão que se espera, da ansiedade indisfarçada, da curiosidade de conhecer e amar no início dos tempos. Ela quisera aquele instante espontâneo de novo, de intenções de estar sem objetivos determinados, senão ser ela o motivo de um sorriso. Ele veio assim a poucos metros, amiudado de amor, que amor é miúdo por fazer um enlace penitente a olhar do meio pra cima em forma de alcance. Amor é grande também na claridade do lábio em fissura incontida a verter um hálito de calor. Onde fora parar aquele sorriso, por que sumira daquela forma tão estranhamente bela? Ela sonhara aquele sorriso em retorno porque o guardara com mimo, sorriso biscuit.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
3 comentários:
Muito Bonito esse sorrir!
Me emociono sempre que veio por aqui, me fascino, me emociono, it's amazing!
Um beijo e abraços laços p'ra você!
Saude querida!
Muito bacana seu post! Inteligente!
Abração.
Sorrisos são sempre bem-vindos!
Postar um comentário