sexta-feira, 29 de julho de 2011

Epílogo Arco Solidão

Após ouvir de você tantos descalabros, ponho-me ferrenha a defender-me como K. ou como qualquer outra figura feminina, que antes de desejar os ouros, desejou o ouro maior da cumplicidade, do afeto além do desejo, mas contaminado pelo maior desejo que houvesse.

E qual seria este o desejo, o maior? Essa percepção do outro em si nesse espelho de reconhecer que a muitos pode parecer grotesco ou ameaçador, mas que é a única razão de existir. O não ver o outro como outro, mas como parte de si próprio. E tanto me foi negado esse desejo, que os ouros então vieram fazer companhia por pura solidão de tanto encontro negado.

Se sofres de solidão meu caro é porque não foi raro nesse reflexo de mim mesma, mas se pôs a espelhar-me da maneira enviesada de quem se defende de fantasmas de outrora e desse hoje desatino. Não me culpes por essa natureza maligna, medieval, pois sou somente contradição benévola, vontade de saber-te qual uma cientista, vontade de sentir-te qual pessoa comum.

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4 comentários:

Adriano Ferreira, CM disse...

ciência e sentimento. metro e coração. qual usar primeiro? qual deles fica no final?

Eliéser Baco disse...

ótimo texto Keila. um brinde ao vinho vívido do semblante feminino.

Nina Blue disse...

Keila, eu adorei...
É uma verdadeira intervenção!
Ora, ora se não!
Beijos!

Binho disse...

Conheço isso de algum lugar... ehe. Belo texto!