segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tempo perdido III: a fonte mágica

Nada melhor do que um lugar onde jorra água, onde se pode beber de graça, onde se acredita em pureza, nem que seja de intenções...Nada melhor também que encontrar alguém pelo caminho, pelo desavisado caminho, quando o objetivo principal se perde, e outro qualquer ganha formas de magia, inesperada brincadeira em noite quente de lua...Eu, Silvinha e Tiaguinho perdidos em três ruas de dimensões diminutas em busca de uma mercearia...Eu, Silvinha e Tiaguinho profanando os sinos da igreja como quem faz arte, transgride sem o desejo de ninguém ver, senão por buscar o contentamento de brincar no lugar onde ninguém está, como um segredo, no esconderijo escancarado pro riso e para o dobre reprimido do sino, tocado em noite sem missa...E depois ir beber na fonte, no chafariz cheio de água em noite escura; e não ver a fonte, para que ela se fizesse na nossa imaginação, teimosa e democrática, revestida de magia...Foi assim o encontro memorável que tivemos, eu, a querida Silvinha e o menino duende das poções mágicas, e a fonte escura, que a imaginação clareia...

2 comentários:

Silvia Ancelmo disse...

Fonte mágica mesmo. Magia permitida por nossa imaginação e pela companhia pura e agradável de nosso querido Tiago.

Silvia Ancelmo

Thiago disse...

Já sinto saudades dos sonhos da fonte...da onírica e inimaginável fonte! Obrigado meninas!