sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Entre Carretas

Nem toda ação depende de programação. Nem tudo que não é programado sai tão ruim. Viagens pedem saída e chegada com hora marcada, sobretudo as de trabalho, mas alguns destinos tomam o sentido contrário ou ficam mais distantes e recheados que pensamos. ‘Vamos à noite; assim já acordamos lá no hotel e resolvemos tudo logo cedo’, profetizaram. Assim foi, com um pequeno detalhe que nos escapou; saímos às seis da noite e chegamos às duas e trinta da manhã. O percurso que deveria durar duas horas chegou a quase oito. E não pensem que foi tão terrível assim. À beira da estrada e entre carretas fomos, voltamos, paramos. De adiante vinham notícias entrecortadas, aumentadas, diminuídas. Dois acidentes logo à frente, um no Viaduto das Almas, fizeram uma fila de almas se formar, se estender, nos encaixotar. Resolvemos, eu, Breno, Flávio e Cristiano, retornar, comer pão com lingüiça, o prato típico das estradas de Minas, e tomar uma cerveja. Era gente chegando, pagodeiro dançando, ‘Big Brother’ na tela chamuscada e profecias pululando, intrigando; ‘só uma hora da manhã liberam’. E foi perto de uma hora mesmo que o fluxo começou a escorrer, mas ainda deu tempo para tirarmos aquela foto entre as carretas, com riso solto, lua encoberta e pingo de chuva. Depois passamos pelo viaduto e não avistamos as almas envolvidas no acidente, porém seguimos finalmente pela estrada de terra acidentada ao som ‘Nação Zumbi’. Chegamos sonolentos. Uns foram dormir, outros ainda se dedicaram a um jantar reforçado. É...toda programação depende de muitas almas...caminhos e tempos incontornáveis, imprecisos...

Um comentário:

maria disse...

Bom assim, não?

E onde está a foto?