sexta-feira, 8 de maio de 2009

Arte por Cony...

‘Quem é feliz não escreve, não faz arte’, disse Carlos Heitor Cony em uma entrevista. No início aquela afirmação transpareceu algo nubloso, quase uma ofensa às artes, para ele seguidoras da inquieta tristeza. E disse mais o Cony, mais ou menos assim; ‘talvez isso só não valha para a música’. Então a música de todas as artes seria a única que poderia se harmonizar com a felicidade? Por quê? Difícil resposta. Quem sabe a arte não seja apenas catarse; o discurso já tão repetido da catarse, a expressão pura do sofrimento? Pode ser. E quem faz música não sofre? Somente se diverte? Quem sabe. Cony quis simplesmente dizer que pra viver, a maior arte, não carece arte. Não há tempo para ela, porque a gente incorpora de tal forma a arte, com tamanha intensidade, que vamos viver e ser objeto de arte de alguém entristecido por aí. E a música? Talvez uma transpiração dos sons da gente, um fruir, muitas vezes coletivo, um fisiológico que não ocupa os escassos tempos de uma vida.

2 comentários:

Ragas disse...

A palavra é o pilar de qualquer sociedade e, inevitavelmente, uma forma de arte por si só. Não há como escapar. É como oxigênio para as células.

Abrazzo Ragazzo

P.S.: Vou te adicionar no meu blog!

Viviane disse...

Dizem por aí que viver por si é uma arte!!!
tb vou te add no meu blog...rsrs
bjusssssssss
Adorooooooooo