quarta-feira, 6 de maio de 2009

O sushi da Ana

E lá foi ela degustar o famoso sushi da Ana Paula. Mas desta vez queria mais que simplesmente o contato prazeroso do sabor do bolinho japonês, encharcado de shoyo, nas papilas gustativas. Fora mesmo pelo gosto do encontro com a amiga, posto ter fruído a sensação um tanto inusitada de outra vez, nem sabor, nem desabor; talvez mero reconhecimento. Naquele passado, a angústia de experimentar fez do momento um anuviamento, um apressamento de quem quer saber quase sem saber. As mãos disputavam sem cerimônias os bolinhos recém nascidos sem o cuidado da mesa posta e o agradecimento ao cozinheiro. Mas desta vez, ela vaticinara; o sushi sumiria e se esconderia feito uma lembrança e um esquecimento, pois seria somente mero pretexto de afeto. A considerar pelo tempo e pelo cuidado necessário para o preparo, seria quase um degustar de palavras delicadas, lembranças e risos. E assim foi aquela tarde, porém sem os exageros de formalidades, regada ao tom de humor dos convidados e pincelados de raiz forte brava wasabi. Os grãos de arroz bem unidos, sem vergonha dos soltinhos; a alga bem enrolada virando flor, os cortes suaves da lâmina em lágrimas; tomates secos, salmão e cream cheese; quase um encontrar de propósitos raros.

Um comentário:

Viviane disse...

Achei q era raiz forte...vc sempre gostou...rsrs
Lembro de vc fechando os olhos e degustando numa boate q fomos...época da facul...ô vida!rsrs
Estamos falando da msm raiz amiga?!rs