terça-feira, 10 de março de 2009

Sem fim

Hoje vi a lua gigante enfumaçada no céu de meio clarão,
Veio uma comichão de voar irreprimível,
De balançar de asas em sustenido,
Até todo corpo desfalecer em ninho de nuvem;

Hoje você passou perto e distante de mim,
Lançou o olhar ao longe,
Absorto,
Perdido no sem fim,
Nem ousou olhar pra mim...

Hoje eu nem quis mirar você,
Sob pena de afogar-me em mágoa de mim para mim,
Porque se olha e não me vê,
É porque nem vê mar,
Nem cardumes coloridos,
Nem corais delicados,
Nem pôr do sol,
Nos meus olhos
Quase de mar-fim...

Um comentário:

Viviane disse...

ô lindeza...porém triste!