segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Brumosas

Expectativas sempre brumosas,
Por que não dá-las o aroma da surpresa?
Esquecê-las,
Combatê-las delicadamente,
Buscá-las sem arroubos,
Sem roubos,
Deixar os corações sossegados,
Afagados sem enganos e decepções?
Expectativas espadas,
Empunhadas,
Riscos iminentes,
Fadadas descontentes,
Copos sem beiradas,
Corpos reluzentes sem mente,
Inocentes,
Expectativas esperanças,
Ânsias,
Reentrâncias na gente,
Por que ficar descontentes?
E não atentos?
Ao vento presságio,
Ao gesto delicado,
Ao inesperado?
Expectativas futuro?
Só passado cozinhado,
De miasmas,
Vapores irreconhecíveis,
E sabores duvidosos...
Expectativas espectrais,
Multicores,
Desvios,
Arrepios fugidios...

2 comentários:

Curto-Circuito disse...

Ai,ai,ai,ai,ai. Esse deu arrepio na minha ventoinha, Keilota. Sensacional. Muito bom. Seus poeminhas têm uma leitura gostosíssima... Fluem.

Parabéns!
Bjo

Bernardo disse...

expecinativa... deveriam ter inventado!